Crítica| Game of Thrones 8° Temporada, EP.1 – “Winterfell”

Após quase dois anos de hiato, uma das séries mais assistidas dos últimos tempos “Game of Thrones” está de volta para sua temporada final. Desta vez a produção da HBO contará com apenas 6 episódios, sendo alguns mais longos que o habitual (Os três últimos, por exemplo, terão 1h20 de duração).

Após os acontecimentos da sétima temporada, assistiremos aos preparativos para a guerra contra os White Walkers, fato que acabou “unindo” inimigos mortais contra um adversário maior e mais perigoso. O primeiro episódio começa com Daenerys Targaryen chegando a Winterfell e a cena que nos lembra o primeiro episódio de toda a série, um garoto subindo nas árvores com o intuito de ver melhor os visitantes, da mesma forma que Bran Stark quando o então rei Robert Baratheon chegou ao local.

Da chegada da mãe dos dragões em diante a série foca mais em Winterfell, seus reencontros e cenas esporádicas para marcarem onde cada um está e seus objetivos no momento. Temos diversos assuntos a serem tratados fazendo com que tudo seja bastante corrido, tirando toda a profundidade da série e entregando cenas fracas.

Cersei Lannister está em Porto Real preparando-se para manter o trono pós guerra contra os White Walkers e acaba se “rendendo” a Euron Greyjoy que volta com a companhia dourada como havia prometido, porém sem elefantes. A decepção de Cersei por não contar com elefantes é completamente aceitável, visto que os elefantes pelo seu tamanho e força aumentariam o poder do exército que agora lutará ao seu lado, além de que era uma das caracteristícas mais famosas da companhia dourada. Após dormir com Euron o mesmo fala que dará um príncipe a ela, sem saber que já espera um filho de Jaime, dando a entender que usou Euron e guarda o fato como uma carta na manga,pois Jaime Lannister além de ser seu irmão, partiu para Winterfell com objetivo de honrar sua promessa e lutar ao lado de Jon.

Uma das piores cenas(entre tantas) desse primeiro episódio é o resgate de Theon a sua irmã Yara que estava como refém de Euron. Theon entra com poucos homens no navio que está Yara a salva e sai com outras embarcações facilmente sem chamar atenção. Para muitos um resgate feito de forma corrida guardando tempo para questões mais importantes, seria uma desculpa no mínimo aceitável se não perdessem tanto tempo com “Jonerys” em seu momento “Mundo ideal” aliado a “Como treinar seu dragão” que mostra Jon Snow montar Rhaegal com uma facilidade que nem a própria Daenerys conseguiu, além de ignorar o fato mostrado antes sobre os dragões estarem com fome, não bastasse tal cena feita única e exclusivamente para agradar o fandom, tivemos beijo entre os dois em frente a uma cachoeira com direito a “ciúmes” de Drogon, não existe qualquer química entre o casal o que piora ainda mais a situação.

Se por um lado não há química, o mesmo não se pode dizer de Arya e Gendri, que em pouco tempo conseguiram passar algo melhor que o casal fanfic mencionado anteriormente, muito em função da relação que ambos já haviam criado em outras temporadas. Uma das melhores cenas é o reencontro de Arya com Jon Snow, os dois não se viam desde a primeira temporada, quando a pequena Arya ganhou sua espada “Agulha” a interação foi boa e tivemos um dos poucos diálogos interessantes do episódio.

Tyrion um dos melhores personagens e o mais inteligente de toda Westeros, continua sendo deixado de lado ganhando diálogos rasos e tomando lição de moral da sua ex-esposa Sansa, por confiar na sua irmã Cersei, depois de tudo que ela fez.

Engana-se quem acha que acabou por aqui, logo no primeiro episódio tivemos a confirmação de que Jon Snow é um Targaryen e o real sucessor do trono, também feito de maneira corrida em um conversa básica, com uma atuação desastrosa, Kit Harington falha ao passar qualquer emoção após a informação bombástica que acabara de receber de Sam. Antes de revelar ao seu amigo que não é um bastardo, Sam recebe a visita de Danerys que vai agradece-lo por ter curado sor Jorah Mormont, porém Sam é um Tarly e ela acaba revelando que matou seu pai e irmão pois os mesmos não se juntaram a ela. A forma com que Daenerys conta é fria e faz com que Sam fique desolado indicando que irá se opor a Rainha se preciso.

Bran cada vez mais introspectivo, observa tudo ao seu redor, como se soubesse cada passo que será dado, tudo indica que sim e seu encontro com Jaime Lannister na última cena, cria bastante expectativa quanto ao futuro do regicida.

Quanto estética da série segue impecável, com ótimos efeitos e a nova abertura magnífica.

O primeiro episódio da ultima temporada serviu basicamente para “vilanizar” Daenerys se aproveitando de toda a desconfiança do povo de Winterfell e da ação ao menos duvidosa que a mãe dos dragões tomou ao matar o pai e o irmão de Sam, além de exaltar ainda mais Jon Snow como o ser perfeito, ilibado e agora verdadeiro rei de Westeros. Não é nenhuma surpresa um primeiro episódio fraco, visto que os tabuleiros estão se arrumando para a guerra que está por vir, porém fica clara a queda da serie nas ultimas temporadas gerando perda de profundidade, diálogos pífios, diversos fan-services que só atrapalham e preocupam a todos que esperam um final digno para a maior série da atualidade.

Nova abertura de Game of Thrones

Teaser do próximo episódio

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