Crítica | Deadpool 2, Mais pesado e melhor!

Depois de anos de desenvolvimento, em 2016 a espera terminou e enfim foi lançado “Deadpool” pela 20th Century Fox. Carregado de desconfiança, o longa contou com orçamento considerado baixo para os padrões de Hollywood (US$ 50 Milhões) classificado para maiores de 18 o fracasso parecia certo, porém o filme foi um sucesso faturando incríveis US$ 783 Milhões.  Dois anos depois Deadpool retorna e com orçamento bem superior ao original não decepciona, pelo contrário, consegue superar seu antecessor.

O Anti-herói tagarela conhece Russel, um jovem mutante descontrolado, mesmo a contragosto acaba criando vínculo com o garoto e passa a defendê-lo de Cable (Josh Brolin) que veio do futuro com o intuito de matar o menino, sabendo que sozinho não seria possível, cria então um grupo de heróis e os chama de X-Force.

Wade Wilson(Ryan Reynolds) está ainda mais ácido que no primeiro filme e as piadas são ótimas, sendo executadas de uma maneira melhor e passando por diversos assuntos, da Marvel aos próprios X-men, que entregam uma das grandes cenas do longa, temos universo DC, John Wick e até Entrevista com o Vampiro. Nada escapa, nem mesmo  temas importantes e muito abordados hoje em dia como machismo, racismo e homofobia.

A interação com os novos personagens é muito boa, contando com ótimos diálogos, o que ajuda na construção das piadas, Deadpool funciona bem com Domino(Zazie Beetz) e ainda mais com Cable. Josh Brolin faz um ótimo trabalho dando ao seu personagem personalidade totalmente oposta ao protagonista e peso a história com seu drama familiar.
O taxista e amigo Dopinder(Karan Soni)remanescente do primeiro filme, rende boas risadas e suas caras e bocas fazem dele o personagem mais engraçado, depois de Deadpool.

O longa tem diversas surpresas e possui a melhor cena pós créditos do cinema. Não saia de forma alguma antes ou perderá um dos momentos mais marcantes e que com certeza entrará para a historia de Hollywood.

As cenas de luta são bem executadas, com boas coreografias e muito pesadas, o sangue é abundante, cabeças são arrancadas e temos um número absurdo de  corpos quebrados de todas as formas possíveis, causando incômodo aos espectadores mais sensíveis. Os efeitos deixam a desejar em alguns momentos, com o CGI não sendo executado tão bem, dando aquela sensação de vídeo game.
Ficou claro que o sucesso tanto do original, quanto de Logan, influenciaram completamente na construção desse filme, que se arrisca aumentando o peso e expondo não só o universo dos quadrinhos, mais tudo que se possa imaginar, destruindo a barreira da ficção e brincando com o próprio Ryan Reynolds de uma maneira muito além do que foi feito antes.

Deadpool 2 se supera, conseguindo ser muito melhor que o filme anterior, é divertido, possui seu humor característico, diversas surpresas para levar os fãs a loucura e uma boa história de fundo. Mesclando drama e bom humor na medida certa, deixando de ser um longa com piadas gratuitas e roteiro pobre.

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