Crítica | Baseado em Fatos Reais

Adaptação do livro “D’après Une Histoire Vraie”, de Delphine de Vigan, “Baseado em Fatos Reais” do cineasta Roman Polanski(“O escritor Fantasma” e “O Pianista”) foi selecionado para encerrar o festival de Cannes em 2017.
Emmanuelle Seigner(“O escafandro e a Borboleta” e “A Pele de Vênus”) esposa de Polanski, interpreta Delphine Dayrieux uma escritora famosa que começa a se relacionar com Elle, uma interessante porém estranha admiradora interpretada por Eva Green(“O Lar das Crianças Peculiares” e “300: A Ascensão do Império”). Na medida que as duas se conhecem, a relação vai se tornando doentia, abusiva e violenta.

Eva Green está ótima como sempre, com seus olhares misteriosos deixa o tempo todo uma tensão grande, fazendo com que se pergunte o tempo inteiro qual será a intenção de Elle.
Seigner é competente como Delphine, mostrando a amargura e tristeza de uma escritora que precisa lidar com seus problemas pessoais enquanto passa por um bloqueio criativo no processo de escrita do seu novo livro.

Cena de um encontro entre Delphine (Emmanuelle Seigner) e Elle (Eva Green).

Apesar de boas atuações, a forma com que a relação é contada deixa a desejar, Delphine aceita atitudes de Elle que não fazem qualquer sentido apesar de todo o mistério em torno de sua nova amiga.
Insistindo na relação abusiva, o enredo acaba se tornando repetitivo, fazendo com que o interesse diminua no decorrer do filme.

Por um momento o longa parece dar uma virada, que rapidamente é destruída te entregando inclusive o que viria a ser a grande revelação final.

“Baseado em fatos Reais” é um filme bonito, com visual elegante e boas atuações, mas acaba se perdendo no enredo se tornando massante e fazendo com que torça para que chegue logo o final.

O Longa de Roman Polanski estréia nesta quinta-feira dia 12 de abril.

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