Crítica | Dívida Perigosa é mais um filme genérico da Netflix

Na última semana chegou a Netflix “Dívida Perigosa” trazendo Nick (Jared Leto , Blade Runner 2049) no papel de um ex-soldado americano preso no japão pós segunda guerra que ao ajudar Kiyoshi (Tadanobu Asano, Thor e Batlleship)membro da Yakuza, acaba sendo acolhido pelo próprio na máfia.

O longa dirigido por Martin Zandvliet tem um belo visual, uma ambientação incrível com cores vibrantes e fotografia que chama a atenção até mesmo para quem não entende ou não se importa muito com o assunto.

Contém poucos diálogos, deixando um clima de tensão grande, a percepção de que qualquer palavra deve ser dita com bastante calma quando se trata da Yakuza e que vai bem ao encontro do personagem de Leto, que tem uma atuação competente.

Nick  é impulsivo, toma atitudes sem medir as consequências como quebrar uma garrafa na cabeça de um integrante da máfia rival e se envolver com Miyu(Shiori Kutsuna) irmã de Kiyoshi ignorando completamente as regras passadas pelo seu mentor. Designado para fazer alguns “trabalhos” aumenta seu status até se tornar um verdadeiro Yakuza.
A facilidade com que ele entra na máfia e fica cada vez mais próximo do chefe é surreal, principalmente levando em consideração que o personagem de Leto é Americano, pós Segunda Guerra em que as relações entre o Japão e os Estados Unidos ainda estão estremecidas.

O filme é arrastado, desinteressante e genérico com um personagem que não sabemos muito sobre seu passado e suas reais intenções, sequer o motivo dele ser tão frio e impulsivo. Na parte final temos uma guerra clichê entre mafiosos, poderia dizer que lembrou “O poderoso chefão”, mas o clássico de Francis Ford Coppola não pode nunca ser comparado com “Dívida Perigosa” que mais parece um vídeo-clipe versão estendida da banda de Leto.

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