Crítica | Todo Dia, adaptação do livro homônimo de David Levithan

David Levithan é um premiado autor americano de literatura infanto-juvenil responsável pelo livro “Will and Will” em parceria com John Green, mas foi com “Todo Dia” que ganhou notoriedade.

A adaptação conta a história de Rhiannon, uma garota de 16 anos que se apaixona por uma alma misteriosa chamada “A” que habita um corpo diferente todos os dias. Sentindo uma conexão incomparável, Rhiannon e A trabalham todos os dias para encontrar um ao outro, sem saber o que ou quem o próximo dia irá reservar. Quanto mais os dois se apaixonam, mais as realidades de amar alguém que é uma pessoa diferente a cada 24 horas afeta eles, levando o casal a enfrentar a decisão mais difícil que  já tiveram que tomar.

Rhiannon(Angourie Rice) é uma típica adolescente apaixonada, que mesmo namorando uma pessoa que não demonstra nenhum carinho e a trata com bastante indiferença, continua disponível e fazendo todas as vontades na esperança de que as coisas melhorem com seu namorado, triste, vive insegura. Um dia porém Justin(Justice Smith) está diferente, amoroso, atencioso, a chama para um passeio e lhe dá uma experiência incrível que Rhiannon sequer acredita. Tal mudança se dá ao fato de que naquele momento não era Justin mas “A”.  A alma habitava o corpo do seu namorado e notando a infelicidade da garota, optou por fazer o que não costuma, mexeu na vida de alguém e agiu por conta própria, ao fim do dia, Rhiannon não saia de sua cabeça, ele estava apaixonado.

Image from the movie "A Cada Dia"
© 2018 FilmWave − All right reserved.

Dai em diante “A” procura por Rhiannon diariamente, sempre em um corpo diferente, faz o possível para puxar assunto e conseguir a atenção, a adolescente é claro não sabe de nada.  A atuação de Angourie Rice como Rhiannon é boa passando a inocência e as tristeza de uma menina com a família em crise e com seus problemas adolescentes.

O Longa se desenvolve rápido, te fazendo entender todo o contexto da trama, porém fica só nisso, repetindo todas as vezes as mesmas questões, sem ter muito para onde ir. Rhiannon aceita de forma fácil os problemas que terá que passar para estar com “A” e falta mais profundidade tanto na relação de ambos, quanto na relação da menina com sua família.

Image from the movie "A Cada Dia"
© 2018 FilmWave − All right reserved.

Alguns assuntos abordados no fim melhoram o enredo, se cada dia estivesse no corpo de alguém, o que você faria? ajudaria a pessoa mudando a vida dela em alguns aspectos? Não faria nada, deixando com que a pessoa escolha os rumos da própria vida?

“Todo dia” nos deixa a bela mensagem de que não devemos nos importar com a aparência, sexualidade ou etnia, mas sim com a personalidade, essência, a maneira com que somos tratados por alguém e como nos sentimos ao lado dessa pessoa. Rhiannon, vive seu amor com “A” independente do corpo que esteja habitando.

A adaptação chega aos cinemas brasileiros mostrando um enredo puro, que embora alguns defeitos deixa sua bela mensagem de forma satisfatória.

O longa estreia no dia 12 de julho.

Avaliação:

 

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