Crítica | Venom

Image from the movie "Venom"

Onze anos após sua primeira e única aparição nos cinemas em Homem-Aranha 3, o simbionte extraterrestre Venom está de volta, dessa vez sem qualquer ligação com o “teioso” e sem o menor sentido.

Um dos maiores e mais complexos personagens da Marvel se torna o centro das atenções quando Eddie Brock (Tom Hardy) se torna o hospedeiro do simbiótico alienígena Venom. Como jornalista, Eddie vem tentando derrubar o notório fundador da Life Foundation, o gênio Carlton Drake (Riz Ahmed) – e essa obsessão arruinou sua carreira e o relacionamento com sua namorada, Anne Weying (Michelle Williams). Ao investigar um dos experimentos de Drake, o alienígena Venom se funde com o corpo de Eddie, e de repente ele tem superpoderes incríveis, assim como a chance de fazer o que ele quiser. Sombrio, distorcido, imprevisível e alimentado pela raiva, Venom deixa Eddie lutando para controlar habilidades perigosas que ele também acha poderosas e inebriantes. Uma vez que Eddie e Venom precisam um do outro para conseguir o que procuram, eles se tornam cada vez mais interligados – onde Eddie acaba e Venom começa?

Com uma sinopse dessas a empolgação com o longa se torna imediata, mas some com o desenrolar do filme, que começa de maneira tensa, lenta e interessante, mas na medida que se desenvolve (ou tenta) mais perdido ele fica, flertando entre a ação e uma comédia muito ruim, sem se preocupar nem um pouco com o roteiro, palavras baixas e completamente fora de hora são ditas por Venom, causando mais vergonha alheia que risadas.

Image from the movie "Venom"
© 2018 Columbia Pictures − All right reserved.

Você com toda certeza já ouviu aquela frase: ” É um filme que precisa desligar o cérebro para assistir” ou seja, precisa relevar algumas coisas e não buscar tantas explicações se atendo mais a experiência em si, sem grandes preocupações com roteiros e furos. Venom leva essa frase a sério demais, é impossível desligar o cérebro e não notar os vários furos de roteiro e situações sem sentido que não são nem um pouco explicadas. Temos carros de grande porte inquebráveis e com a mesma velocidade que uma moto, um simbionte que não se adapta a qualquer corpo levando a pessoa a morte se não for compatível , mas que “do nada” entra em qualquer ser que o roteiro exija (até mesmo em um cachorro), uma empresa altamente tecnológica que não possui nenhuma câmera de segurança e até uma ex- namorada que após se deparar com um monstro quase engolindo um ser humano se transformar no seu ex , resolve leva-lo ao médico, impossível ignorar, é um desrespeito e duvidar demais da capacidade do espectador.

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© 2018 Columbia Pictures − All right reserved.

Tom Hardy desempenha bem seu papel, embora o roteiro não ajude, sua relação com o simbionte não é bem explorada, parecendo um animal rebelde e seu dono que não consegue o controlar, mas eis que com a pior explicação possível o animal antes irracional e sem qualquer valor passa a ter afeto pelo seu dono se tornando um bobo que respeita ordens, mesmo que a contragosto.

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© 2018 Columbia Pictures − All right reserved.

O visual do extraterrestre não deixa a desejar, alto e assustador. As cenas de ação são boas, com destaque pra batalha final com a mescla de simbiontes, causando um efeito visualmente bonito.

Venom é um erro e entra forte na briga entre as piores adaptações já produzidas, tenta ser engraçado e se torna idiota é repleto de furos completamente impossíveis de serem ignorados e destrói totalmente o famoso personagem que dá nome ao filme, o tornando um ser completamente imbecil e bobo. O medo da Sony em perder os direitos do personagem é a única explicação possível para a existência do longa, lamentável.

Avaliação:

 

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