Crítica | A Casa do Medo: Incidente em Ghostland

O terror sempre foi um dos gêneros preferidos dos amantes de cinema, mas parece perder cada vez mais adeptos por conta dos diversos filmes genéricos que são lançados todos os dias. Poucos ousam e tentam algo diferente como feito em “A Bruxa” e “Hereditário” filmes de terror que te fazem pensar e muitas vezes formar o filme na cabeça após os créditos. A grande maioria abusa dos clichês fazendo com que uma pessoa que conhece o gênero saiba quando irá se assustar, mesmo que um filme de terror não necessariamente se baseie em sustos.  “A casa do Medo:  Incidente em Ghostland” novo filme do diretor Pascal Laugier (“O Homem das Sombras e Mártires”) conta com os clichês de sempre mas aposta na violência e na situação que coloca suas personagens para criar um clima tenso.

Uma mãe de duas crianças que herda uma casa de sua tia e na primeira noite, é atacada por invasores violentos, tendo que lutar pela vida das filhas.  16 anos depois, as garotas, já crescidas e afastadas, retornam ao lugar e se deparam com estranhos acontecimentos.

O longa é intenso nos primeiros minutos e a história se desenrola muito rápido, os primeiros acontecimentos do filme ditam toda a história, portanto não se atrase na sessão e preste atenção desde o primeiro segundo.

Image from the movie "Ghostland: A Casa do Terror"
© 2018 Mars Films − All right reserved.

A personagem principal é Beth  que em sua fase adulta é interpretada por Crystal Reed (Gotham e Teen Wolf) e quando adolescente por Emilia Jones (Amaldiçoada) admiradora de Lovecraft, aficionada por contos de terror, que  sonha se tornar uma famosa escritora do gênero, introspectiva acaba recebendo uma atenção maior da mãe se comparada a sua irmã Vera  interpretada por Anastasia Philips (Reign e Grey´s Anatomy )e Taylor Hickson (Tudo e Todas as coisas) todas realizam bons trabalhos, passando bem o desespero e os dramas que vivem, com destaque para Anastasia.

Apesar dos clichês de tentar assustar aumentando o volume ou em viradas de câmera o destaque do longa fica por conta do drama vivido pelas irmãs, a violência que sofrem é tão pesada e parece tão real que causam uma forte tensão no espectador.

Image from the movie "Ghostland: A Casa do Terror"
© 2018 Mars Films − All right reserved.

Com o enredo tão simples, a ideia de colocar o passado e o presente, a ficção e o real em conflito o tempo todo acaba por dar uma maior profundidade a trama e mesmo que confunda no começo, do momento que se percebe é bem vindo.

O filme acaba não indo tão a fundo nos vilões, tendo um deles com visual andrógino que possui um certo fetiche e brinca com suas vítimas enquanto o outro é um ogro com problemas mentais, sem qualquer raciocino e força descomunal devido ao seu tamanho, lembrando o antigo jogo “Haunting Ground” do falecido PS2, porém exatamente essa força demasiada aliada a falta de qualquer raciocínio que o faz tão perigoso.

Image from the movie "Ghostland: A Casa do Terror"
© 2018 Mars Films − All right reserved.

A casa do Medo tem em seu mistério o ponto mais profundo da trama, tal mistério aliado a situação tensa e a violência criam tensão e preocupação no espectador pelas personagens tornando-se um filme satisfatório do gênero.

Avaliação:

A Casa do Medo: Incidente em Ghostland, chega dia 11 de outubro aos cinemas.

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